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| Akira Umeda |
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sobre a série “Yurei”
O artista plástico Akira Umeda, participou pela primeira vez do 32º Salão de Arte de Ribeirão Preto, em 2007. Esta ainda é uma das vantagens dos salões, a de dar a chance para um artista do interior de São Pauo, mais precisamente de São José dos Campos, de mostrar sua obra. E foi também a minha oportunidade de conhecer algumas imagens digitais de raríssima beleza de sua autoria, pois atuava como juri de seleção do evento.
Em tempos da propalada “era das novas tecnologias digitais nas artes”, é uma surpresa se deparar com uma linguagem gráfica tracidional atualizada com os novos meios disponíveis para a criação artística. Akira Umeda, soube tirar proveito desta nova técnica com as possibilidades infinitas de reprodução, as qualidades gráficas precisas da impressão digital e o que mais se faz notar na sua obra, além da delicadeza dos traços do seu desenho, é a textura aveludada da tinta e da impressão.
Diferentemente da maioria dos trabalhos que alardeam uma nova era tecnológica para a criação artística e ficam presos nos efeitos especiais técnicos de interatividade ou não, sem uma poética própria, as gravuras de Umeda são de uma poesia e beleza impressionantes, impossíveis de não serem identificadas com a simplicidade de um haicai. Suas imagens da série Yurei, são um poema de louvor à natureza. Os gestos e cores são económicos como em uma rima da diminuição, onde não há espaço para a razão técnica, apenas a poesia “visual” que lida com os nossos sentidos básicos em
sua forma essencial. As imagens parecem nascer espontaneamente na tela do seu computador e depois impressas em um folha de papel qualquer.
São as mais belas “pinturas” do mundo à nossa volta registradas pelo artista com delicadeza, dando à realidade um plano exclusivamente subjetivo. Não pretende “pintar” a natureza em sua aparência e sim em sua essência. Na imaterialidade atmosférica de um dia cinzento, de um dia chuvoso e anuviado que para uns representaria o sentido da melancolia. Da instropecção interior, ou nas próprias palavras do artista, são anotações visuais, uma espécie de diário. Neste sentido, elas têm como motivação e assunto, os fatos do seu cotidiano, as ocorrências, os estados de espírito.
As cores nas gravuras da séire Yurei, não são apenas o cinza, o vermelho, o esverdeado, são também o claro, o denso, o opaco, o tênue, o molhado e o úmido. São as cores de dentro, das visões do interior que expressam o nosso estado de espírito ao contemplarmos o mundo.
Com os seus “fantasmas” a se esquivarem pela tela do seu computador, o artista parece alcançar o sentido oculto de uma realidade. Os pixels tentam realçar a essência etérea das coisas, daquele mundo silencioso onde só se ouve o ruído da chuva que cai relaxadamente sobre um guarda chuva e um tecido esvoaçante a passar diante dos nossos olhos. São pequenas coisas, gestos simples e imperceptíveis nos acordes do Universo.
ricardo resende
crítico de arte
doutorando pela ECAUSP
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| | Formação |
1991- História-Licenciatura plena-Universidade do Vale do Paraíba-São José dos Campos/SP.
| | Formação Artística |
1978-1980. Desenho e pintura. Profª Therezinha Nascimento. Ateliê particular. SJC SP.
1997-1998. Pintura. Prof. Francisco Maringelli. Fundação Cultural Cassiano Ricardo. SJC SP.
1997-1998 | 2007. Gravura. Prof. George Gutlich. FCCR. SJC SP. 1997-1998. Escultura. Prof. Ivo Bay Müller. FCCR. SJC SP.
1997-1999. Cerâmica. Profª Máyy Koffler. FCCR | Ateliê particular. SJC | São Paulo SP. 1998. Fotogravura. Prof. Ernesto Bonato. FCCR. SJC SP. 2002. Cerâmica. Prof. Peter Callas. Ateliê Keramos. São Paulo SP. 2002-2003. Cerâmica. Profª Maria Estela Horta Miyauchi. FCCR | Ateliê particular. SJC SP.
| | Atividade Profissional |
2008. Orientador da oficina “Conceituais” para a exposição “Uma Gentil Invenção” | Galeria A Gentil Carioca | Sesc São José dos Campos. SJC SP.
2008. Palestra “História da Cerâmica Tradicional do Japão”. Atelier Kéramos. São Paulo SP.
2007. Orientador de processos criativos em imagem (meios tradicionais e digitais) na oficina “½ Lab Ambiente | Espaço Coringa”. Sesc São José dos Campos. SJC SP.
1998-2008- Orientador de cerâmica de baixa e alta temperatura. Ateliê particular | FCCR. SJC SP.
1993-1998. Historiador. Arquivo Histórico e Museu Municipal. SJC SP.
1989-1993. Professor de História. Ensino básico, médio e superior. Redes oficial e particular. SJC SP.
desde 1989. Orientador de processos criativos em artes visuais (desenho, pintura, fotografia, meios digitais e arte performance). Ateliê particular. SJC SP.
| | Principais Exposições |
2008. "Yurei". Imagem Digital . Impressão fotográfica. Individual. dconcept escritório de arte.
2008. “Outras Leituras/Circular Clandestino”. Livro de artista | Documentação. Coletiva. Sesc São José dos Campos. SJC SP.
2008. “8 (O Octólogo de Giacinto Scelsi)”. Instalações diversas. Coletiva. Espaço das Artes Helena Calil. SJC SP.
2008. “Ren-Mix”. Imagem digital | Plotagem sobre adesivo micro-perfurado. Mostra Japão. Shopping Colinas. SJC SP.
2008. “Dias em Pixels”. Imagem e áudio digital. Sala de Arte e Tecnologia. Instituto Cultural Ponto Pimenta. SJC SP.
2007. 32° SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto - Contemporâneo. Selecionado. Imagem digital | Plotagem jato de tinta sobre papel. MARP/Ribeirão Preto SP.
2007. “18+”. Imagem digital | Impressão fotográfica. Coletiva. Espaço das Artes Helena Calil. SJC SP.
2006. “ndo”. Performance | Intervenção. Duo. Espaço das Artes Helena Calil. SJC SP.
2006. “Ateliê da FCCR”. Gravura. Coletiva. Casa da Xilogravura. Campos do Jordão SP.
2005. “IX Arte em Craft”. Cerâmica. Selecionado. Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. São Paulo SP.
2005. “Cerâmica de Ateliê 2”. Cerâmica. Coletiva. Espaço das Artes Helena Calil. SJC SP.
2004. “XVI Salão Paranaense de Cerâmica”. Cerâmica. Selecionado. Museu Alfredo Andersen. Curitiba PR.
2004. “VIII Arte em Craft”. Cerâmica. Selecionado. Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. São Paulo SP.
2003. “Cerâmica de Ateliê”. Cerâmica. Coletiva. Espaço das Artes Helena Calil. SJC SP.
2003. “Contemporânea 2003/4”. Áudio. Coletiva. Galeria Isabella Carvalho. SJC SP.
1998. “4 Homens 4 Cerâmicas”. Cerâmica e vídeo. Coletiva. Galeria Volpi. SJC SP.
1998. “Anicca”. Performance. Duo. Parque Burle Marx. SJC SP.
1997. “Surto”. Áudio | Dança Contemporânea. Grupo Anágua-de-Vênus. SESC | FCCR. SJC SP.
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